domingo, 23 de novembro de 2008

Chuvianópolis


Já estou cansada.

Mais de um mês e sempre o mesmo cenário.

O guarda-chuva aberto na sacada já faz parte da decoração do ambiente.

A rua já nem existe, tudo é mar nesta cidade de mar.

Vou voltar para Porto Alegre.

Quarta-feira.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Fração



Não apenas Eu sou feita de partes...mas é de partes a minha vida inteira. Feita dos muitos que fizeram parte dos meus diversos momentos. Feita de fragmentos de tempo que me foram presentes, sem passado ou futuro. Breves ou longos...ainda assim momentos, só partes do tempo. Existência partificada, mosaicada...fração de mim o que quiser! A intermitência em mim é perene. Sou irregular, inconstante, interrompida...fraturada. Já me conformo com a descontinuidade...sou parte. E é parcial a minha felicidade. Inteira, só a vontade de não ser metade. Aos pedaços junto os cacos, os azulejos quebrados. Costuro os retalhos dessa colcha que me aquece...em parte.

Sobre Sonhos, Demônios e Cachorros


Devo ter feito confusão entre minha garrafinha de H2O e um chá de santo Daime (aquele que dá a possibilidade de criar imagens e visões na mente), pois ao tomar uns goles antes de ir para a cama, tive uma noite de pesadelos horripilantes e ao mesmo tempo, fantásticos...

Sonhei que fui convidada a passar uma noite em um quarto renascentista e, um SER mulher, talvez uma menina demônio, depois de estar horas e horas passando gloss, despiu-se e quis fazer amor comigo. Seus cabelos eram iguais aos da atual namorada de meu "ex"(será por isso, demônia???). Era amiga. Era má. Era a pintura de um artista londrino. Sua pele, muito alva, seus dentes afiados, escurecidos e seu olhar branco, gélido e tenebroso. Não fiz amor com ela. Eu a estrangulei e ela ficou de diversas cores.

Deve ser porque, desde que fui apresentada às crianças alienígenas de Ray Caesar, não olho outra coisa. Essa vontade curiosa me levou a descobrir mais e mais a respeito do mundo soturno e enigmático do amável Ray. Uma das coisas mais intrigantes é que ele acredita ter nascido cachorro.


"Animais sabem como viver bem e uma espécie infantil como a nossa, precisa de um guia para que possa aprender conhecimentos secretos. Quando olho para um cachorro, vejo a criatura nobre que nada sabe sobre mentiras ou como conciliar suas emoções, mas vive para agradar suas companhias. Os cachorros têm uma vida de penúria que é aceita sem pestanejar. Gosto deste contraste. O que mais amo nesses animais é a maneira como influenciam nas minha tentativas de tornar-me humano. E eles são mais humanos que os seres humanos. Mais humanitários do que jamais seremos"



Ray caesar gosta de cachorros.

Eu amo os cachorros.

Eu gosto de Ray Caesar, mas também não gosto; ele é o perturbador do meu sono.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Vicky, Cristina Barcelona


Mi opinión: O filme de Wood Alen surpreendeu-me. Na verdade desse diretor conheço quase nada, e confesso que fazia pouco caso, imaginava algo bem mais americanóide, convencional e blá, blá, blá. A fotografia é excelente (dá vontade de ir "ontem" para Barcelona). O enredo, nada convencional aos olhos dos mais conservadores, não cai na velha chatice das comédias românticas. Conta ainda com um elenco de peso: Javier Barden e sua beleza tosca e a sensualidade de Scarlett Johansson, mas todos sabemos que o filme é seu, Penélope!

domingo, 16 de novembro de 2008

Como estou?



Como sempre!!! Velejo por rumo incerto numa casca de noz, desgovernada em tempestade de mar alto, ferida pelo vento intenso e pelas refregas subitas, manobrando por entre vagas e ondas fatais, sempre sorridente.